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CONCELHO - MARCOS HISTÓRICOS
(desde a formação de Portugal até à actualidade)

1234 - O castelo de Aljustrel é conquistado, no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia, Grão-Mestre da Ordem de Sant’Iago da Espada que na época tinha sede em Palmela e posto avançado em Alcácer do Sal.

1235 -   A 31 de Março é atribuída por D. Sancho II a Carta de Doação do castelo de Aljustrel à Ordem de Sant’Iago da Espada. O termo de Aljustrel, descrito nesse documento, era então vastíssimo, compreendendo todo o território que hoje constitui o concelho de Aljustrel e parte dos concelhos limítrofes de Odemira, Ourique, Beja, Ferreira do Alentejo, Castro Verde e Santiago do Cacém.

1252   -   A 16 de Janeiro, na regência de D. Afonso III, D. Paio Peres Correia dá a Aljustrel o 1º Foral, o qual regulava a organização do concelho, quer no aspecto político-administrativo, quer no aspecto judicial, fiscal e militar.

1255 – A 16 de Fevereiro é dada confirmação do Foral por D. Afonso III, entretanto coroado como Rei.

1260 – A 21 de Março , em Alfundão, é assinado, entre D. Afonso III e a Ordem da Trindade, o Tratado de Demarcação dos Termos entre os concelhos de Aljustrel e Beja.

1510 –   A 20 de Setembro, em Santarém, D. Manuel I dá a Aljustrel Foral Novo. Esta Carta de Foral foi escrita por Fernão de Pina, guarda-mor da Torre do Tombo, e só em 28 de Setembro de 1516, é que foi publicado, em Aljustrel, por Álvaro Fragoso, cavaleiro da Casa de El-Rei, na presença do comendador da vila, Martim Vaz Mascarenhas e demais autoridades do concelho.
Século XVI – Desde o reinado de D. Sancho II, com as sucessivas conquistas de território para sul, foi-se repovoando esta parte do País, e consequentemente   criando novos municípios, pelo que o concelho de Aljustrel ia perdendo progressivamente a sua importância territorial e administrativa, até que nas primeiras décadas do séc. XVI ficou apenas reduzido a duas freguesias, a de Aljustrel (S. Salvador) e a de S. João de Negrilhos.

1836 –   Com a reforma da divisão administrativa do território efectuada por Passos Manuel (ala radical do liberalismo), no reinado de D. Maria II, a 6 de Novembro, a freguesia de Ervidel é transferida do concelho de Beja para o concelho de Aljustrel.   Refira-se que esta reforma vai ainda suprimir os concelhos de Alvalade (freguesias de Alvalade e Roxo), Casével e Panoias, cujos territórios passam para o concelho de Messejana, que incluirá também a freguesia de Vale de Santiago (também designada por Santa Catarina do Vale), desanexada do concelho de Santiago do Cacém. O concelho de Messejana que, antes desta reforma, apenas possuía as freguesias de Messejana e Conceição, passou a administrar um vasto território constituído por aquelas duas freguesias e ainda as de Alvalade, Roxo, Casével, Panoias e Vale de Santiago. 

1855 – Já no reinado de D. Pedro V, durante o governo constitucional regenerador, pelo Decreto publicado em 24 de Outubro, no Diário do Governo n.º 283 e assinado pelo Ministro dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, Rodrigo da Fonseca Magalhães, é suprimido o concelho de Messejana. Na sequência desta dissolução, a freguesia de Casével é incorporada no concelho de Castro Verde, a freguesia de Vale de Santiago passa a integrar o concelho de Odemira, as freguesias de Panoias e Conceição são integradas no concelho de Ourique, enquanto que as freguesias de Messejana, Alvalade e Roxo transitam para a administração do concelho de Aljustrel, que passou a compreender as seguintes freguesias: Aljustrel (S. Salvador), S. João de Negrilhos, Ervidel (S. Julião), Messejana (N.ª S.ª dos Remédios), Alvalade (N.ª S.ª da Conceição da Oliveira) e Roxo (Santa Maria do Roxo). Esta última, também conhecida por Casaes do Roxo e que era apenas constituída por casais e montes, viria a ser, pouco tempo depois, absorvida pela freguesia de Alvalade (actualmente aquele território corresponde ao da freguesia de Ermidas).

1871 – O concelho de Aljustrel perdeu a freguesia de Alvalade, que foi anexada ao Concelho de Santiago do Cacém pelo decreto de 18 de Abril , publicado no Diário do Governo n.º 91 de 24 de Abril e assinado pelo ministro dos Negócios do Reino, marquês de Ávila e de Bolama (Governo reformista do marquês de Sá da Bandeira), no seguimento do deferimento de um requerimento dos eleitores de Alvalade ao rei D. Luís, apresentando como fundamento a conveniência local e mais fácil comunicação com a nova sede de concelho. O Concelho de Aljustrel passou desde então a ter a mesma área que actualmente ainda possui.

1895 –   Foi extinto o concelho de Aljustrel pelo decreto de 21 de Novembro, publicado no Diário do Governo n.º 267, de 25 de Novembro .  Sob o governo ditatorial do partido regenerador, de Hintze Ribeiro e João Franco, no reinado de D. Luís I, Aljustrel perdeu a sua autonomia administrativa, depois de uma vida ininterrupta de 660 anos. Em consequência desta medida ditatorial, o concelho é desmembrado, sendo anexadas ao concelho de Ferreira do Alentejo a freguesia de S. João de Negrilhos, ao de Beja as freguesias de Aljustrel e Ervidel e, finalmente, ao de Castro Verde a freguesia de Messejana.

1898   –   Ao fim de 26 meses de reclamações por parte de cidadãos de Aljustrel, o governo do partido progressista, pelo   decreto de 13 de Janeiro, assinado pelo próprio presidente do Conselho de Ministros, José Luciano de Castro e pelo ministro dos Negócios do Reino, Veiga Beirão, restaura o concelho de Aljustrel com as mesmas freguesias que possuía antes da extinção.

1985 –   Por iniciativa da Junta de Freguesia de Aljustrel e com a aprovação da Assembleia de Freguesia de Aljustrel e da Assembleia Municipal e o parecer favorável da Câmara Municipal, é apresentado à Assembleia da República um projecto para a criação da freguesia de Rio de Moinhos. Após a aprovação pela Assembleia da República e a promulgação pelo presidente da República, Ramalho Eanes, e pelo primeiro-ministro, Mário Soares, é publicada no Diário da República a Lei n.º 129/8, de 4 de Outubro com a “Criação da Freguesia de Rio de Moinhos”, cujo território foi desanexado à freguesia de Aljustrel.
Com esta última alteração administrativa, o concelho de Aljustrel passou a ter a actual configuração administrativa, compreendendo cinco freguesias: Aljustrel, S. João de Negrilhos, Messejana, Ervidel e Rio de Moinhos.

(Francisco Colaço, 2001, in- Vipasca, n.º 10, C.M.A./U.A.AL.) 

 
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