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As Termas de S. João do Deserto

Durante esta prolongada paragem, apenas foram exploradas as águas minero-medicinais de S. João do Deserto, as quais já tinham sido aproveitadas pelos romanos.

Estas águas milagrosas brotavam de duas fontes, uma das quais aflorava no interior da ermida de S. João Baptista e ia alimentar um modesto balnear anexo. Existia nas proximidades um renque de quartéis, onde se hospedavam os banhistas. Estas instalações balneares, no princípio do séc. XIX pertenciam a António Lobo Camacho, que após a Convenção de Évoramonte foi obrigado a ceder a concessão à Junta da Paróquia.

Os trabalhos da lavra mineira a céu aberto desviaram as águas destas fontes em 1854 e em 1868 foram arrasados os balneários e pouco tempo depois a ermida ruiu. Entretanto os banhistas continuaram a aproveitar as águas provenientes do esgoto da mina, de propriedades químicas semelhantes às que brotavam naturalmente das fontes primitivas, mergulhando em charcas que se formavam nas proximidades do poço.

Mais tarde, no princípio do séc. XX, a empresa concessionária Belga mandou construir uma nova estação termal e uma ermida localizadas 1 km a norte daquele local e canalizou para lá a água proveniente do esgoto da mina.

Estes banhos funcionaram, sob a administração da Junta de Freguesia, até ao princípio da década de 60. A estas termas sempre esteve associada a devoção a S. João Baptista, que tinha a sua maior manifestação religiosa na festa da degolação celebrada no dia 29 de Agosto.

 
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