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História da Freguesia de Aljustrel

A história da freguesia de Aljustrel confunde-se obviamente com a do próprio concelho, atendendo ao facto de ambas as circunscrições administrativas possuírem como sede a mesma localidade e também por esta freguesia representar um importante peso territorial (42%) e populacional (53%) do concelho. Naturalmente a história deste território também tem a ver com a natureza geológica do seu subsolo, que desde tempos imemoriais, atraiu o interesse dos muitos povos que por aqui passaram.

O povoamento deste local data de há 5.000 anos, o que corresponde à Idade do Cobre, conforme está comprovado pelos materiais arqueológicos recolhidos na área do antigo castelo. Desde então, a presença humana neste local nunca mais viria a ser interrompida. Contudo, foi durante o período romano (entre os séc. I e III d.C.) que a sua ocupação sofreu um grande incremento, com o aproveitamento em larga escala dos seus recursos mineiros, de onde extraíam, além do cobre, a prata e o ouro. Os romanos, segundo as transcrições das duas tábuas de bronze encontradas em 1876 e 1906 nos escoriais da mina de Algares, designavam o   couto mineiro por Mettalum Vipascencis e a vizinha povoação por Vipasca.

Durante a ocupação árabe foi construído o Castelo de Aljustrel, que no séc. X d.C. era conhecido por Albasturil. Posteriormente a povoação passou a ser designada pelo termo islâmico Al-lustre, desconhecendo-se o seu significado. É assim, que o documento latino em que é escrita a Carta de Doação, feita por D. Sancho II à Ordem Militar de Santiago, bem como o primeiro foral registam esse topónimo, que com a introdução do português é traduzido para Aljuster. Só no século dezoito é que aparece o nome de Aljustrel, o qual se manteve até hoje.

O Castelo de Aljustrel foi conquistado aos mouros, em 1234, no reinado de D. Sancho II, pelos cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada, comandados pelo seu grão-mestre, D. Paio Peres Correia. Como recompensa, aquele monarca fez-lhes doação desta praça, assim como uma vasta área de terrenos circundantes, em 31 de Março de 1235. Esta doação viria a ser confirmada por D. Afonso III, que deu a Aljustrel, em 16 de Janeiro de 1252, o primeiro Foral.

Posteriormente, D. Manuel I, concedeu Foral Novo a Aljustrel, em 20 de Setembro de 1510. Nesta época o concelho de Aljustrel era apenas constituído por duas freguesias, a de Aljuster ( S. Salvador) e a de S. João de Negrilhos.

No recenseamento de 1527 ( Numeramento de 1527), mandado executar por D. João II, a freguesia de Aljuster é descrita como possuindo três aldeias: a aldeya das Magras com 35 vizinhos; a aldeya de Rey de Moinhos com 30 vizinhos e Corte Vicente Anes com 18 vizinhos. A freguesia teria ao todo 200 vizinhos ou seja 1243 pessoas.

Com a extinção do Concelho de Aljustrel em 25-11-1895, a Freguesia de Aljustrel foi anexada ao Concelho de Beja, voltando a integrar o seu concelho de origem, quando este foi restaurado em 13-01-1898.

A aldeia das Magras, nos arrabaldes de Aljustrel, com a expansão urbanística verificada nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, viria a ser absorvida pela malha urbana da própria vila.

A aldeia de Rio de Moinhos permaneceu englobada na Freguesia de Aljustrel até 1985, data da criação da sua própria freguesia, tendo o seu território sido desanexado ao da freguesia de Aljustrel.

No século XIX e até à implantação da República os destinos desta freguesia eram administrados pela Junta de Parochia da Freguezia de S. Salvador da Villa de Aljustrel. 

 
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